A bela e efêmera arte de Jim Denevan

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Com um simples toco de madeira, quando a maré está baixa, o surfista Jim Denevan, expressa na areia a sua arte impermanente em formas de círculos, espirais e geometrias. Seus desenhos em larga escala ganham vida nas praias espalhadas pelo mundo. E quando a maré sobe e o vento bate, levam a arte que, em poucos segundos, desaparece e fica apenas na lembrança.

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A bela e efêmera criação do californiano Denevan, varia de desenhos pequenos à trabalhos do tamanho de cidades. Algumas obras com milhas de extensão, feitas também em superfícies de terra e gelo. A sua clientela é grande e exigente como a Tallow, Range Rover, Hyundai e Absolut. Além disso também atua em publicações de veículos como National Geographic, New York Times Magazine, Elle, The Surfers Journal, Outside, entre outros.

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Jim deve ser rápido, porém pode levar horas para finalizar uma arte. O site antropológico “The Antropologist” encarregou Jim de materializar uma enorme criação no Lago Naikal, na Sibéria. Foi preciso que ele levasse uma equipe inteira para realizar o mesmo e, ao finalizarem, estava pronta a maior peça de arte do mundo.

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O homem que transforma uma praia típica em uma galeria viva de artes gigantes se integra ao tempo da natureza, fazendo uso da mesma para criar e, ao terminar, não deixa resíduos, resta apenas a própria natureza.

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“Penso que o aspecto temporário é importante, me faz pensar em músicos e dançarinos,” diz Jim em entrevista. “É interessante para mim, compor algo que cabe em um espaço físico e de tempo determinado. Preciso pensar em quanto tempo tenho, e quando a maré vai subir. As limitações fazem parte daquilo que faço.”

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Por Paula Sgabi